Sua maior e mais completa fonte sobre All Time Low no Brasil!
Jack participa do podcast da Alison Rosen

Em entrevista com Alison Rosen, Jack fala sobre sua infância, relacionamentos, e sobre a evolução da banda. Confira a tradução abaixo e ouça o episódio clicando aqui.

Alison: Estou sentada aqui com Jack Barakat da banda All Time Low e do podcast Full Frontal, ou do rádio podcast Full Frontal?

Jack: É, não sei, os dois soam certo, então é isso mesmo.

Alison: Pronunciei seu nome certo?

Jack: Sim, Bara-kat. “Bear and a cat”.

Alison: E também estamos aqui com um amigo Justin Siegel, não sabia que você viria junto, mas estamos contentes de tê-lo aqui.

Jack: Ele está aqui, ele é um bom amigo.

(…)

Alison: Então, Jack Barakat, tenho muitas coisas para falar com você. Vamos começar por aqui… eu estava olhando sua conta no twitter… então você postou: “Eu quero odiar todo mundo e eu quero que todo mundo goste de mim. Isso não está funcionando. ” Eu me identifique tanto com isso, mas você pode falar um pouco sobre isso?

Jack: Isso deve ser de anos atrás… parece algo emo que eu disse (risos). Tweets emos, não faço mais isso, mas eu acho que eu era um garoto tentando descobrir como lidar com humanos e…

Justin: Jack isso foi semana passada cara.

Jack: Merda! (risos) Isso na verdade foi de dois meses atrás…

Alison: Foi em abril de 2010

Jack: Ok…

Justin: Já conseguiu se encontrar?

Jack: Ok, “eu quero que todo mundo me odeie e…” Qual era a frase mesmo?

Alison: “Eu quero odiar todo mundo e eu quero que todo mundo goste de mim. Isso não está funcionando. ”

Jack: É, isso é uma letra de música do Nickleback.

Justin: (risos)

Alison: Sério?

Jack: Não (risos), mas deveria ser. (risos) eu não sei, eu não tenho ideia.

Alison: Você é uma pessoa extrovertida ou introvertida?

Jack: Sou uma pessoa muito positiva. Eu amo todos a minha volta, mas, eu… Eu não… Desculpa, está me dando branco… Eu estou tentando pensar, você me fez pensar em uma estrada de memórias agora, sobre o que eu estava passando…
Justin: Uma estrada de memórias? É uma via mais rápida que uma rua de memórias. (risos)
Jack: Não tem limite de velocidade
Alison: (risos) Se você tiver um ‘fast pass’…

Jack: Eu vou ser honesto com você, eu bebo, obviamente, e eu posto muitas das minhas coisas nessas horas…

Justin: Quantas garrafas você bebeu para escrever aquele tweet?

Jack: Para aquilo pelo menos dezessete.

Alison: Tenho uma pergunta! Eu sei que você é um dos donos de um bar…

Jack: Sim, eu sou. Um bar de rock.

Alison: Em Maryland? Porque bares de rock são muito raros, eu li numa entrevista sua, você estava falando sobre isso, é verdade que são raros então?

Jack: Eles são…

Justin: Na verdade é o segundo bar de rock que ele é dono, o primeiro era comigo.

Jack: Eu e Justin éramos dois dos donos do Angels & Kings aqui em Los Angeles.

Justin: Mas ele me deixou para ter o próprio…

Jack: Angels & Kings, não sei se você conhece, era uma corrente de bares.

Justin: Sim, em Chicago, Nova York, Los Angeles…

Jack: É, os caras começaram a criar um monte de bares de rock decidiram trazer aqui para o oeste, pediram para nos juntar, e nós nos juntamos, é o nosso tipo de coisa, e foi incrível, foi bem legal por 3 anos, 2 anos talvez. Até ir para o Sul.
Justin: Eu sinto que nós perdemos nosso investimento, mas nós bebemos o que perdemos.

Jack: Nós nunca vimos nosso dinheiro de volta, mas valeu muito apena, pois era muito divertido, nós conhecemos todo mundo…

Justin: Todos os shows que tiveram fizemos uma afterparty.

Jack: Estávamos trabalhando em um lugar divertido.

Alison: O que aconteceu quando foi para o Sul?

Jack: Ficou meio diferente…

Justin: Deixa comigo. Dave Navarro apareceu, e foi isso, foi o fim. Ele tirou a camiseta e já era.
Jack: (risos) Ele destrói tudo que é bonito.

Justin: Quando ele tirou a camiseta eu vi que já era…

Jack: Meu Deus! Você está certo.
Justin: Eu sei, a história é verdadeira.

Alison: Então quando foi para o Sul não deu certo porque o cenário mudou?

Jack: É, os clientes mudaram.

Alison: Eles se tornaram Dave Navarros sem camisa… Red Hot Chilli Peppers.

Jack: (risos). Nosso vocalista Alex é um cara muito talentoso, ele é um dos melhores compositores que eu conheço, e ele odeia os Chilli Peppers mais do que qualquer pessoa que eu conheça, e eles são bons, mas eu acho na cabeça dele ele pensa “não gosto desse tipo de coisa, que você não sabe sobre o que eles estão cantando.” Ele odeia os Chilli Peppers mais do que tudo.

Alison: Mas até Californication?

Jack: Muito boa! Eu amo. Eu sei que estou falando merda do nosso vocalista agora e ele não pode estar aqui para se defender, mas, eu não posso concordar.

Alison: Eu estou preocupada que meus ouvintes, suspeito que a maioria é fã de Red Hot Chilli Peppers…

Jack & Justin: (risos)

Alison: A maioria dos meus ouvintes te conhece, mas estou preocupada alguns que não estão familiarizados não vão saber quem é quem. Então, vamos os deixar verem a diferença das vozes de vocês.

Jack: Eu sou o Jack Barakat, “bear and a cat” e eu toco no All Time Low, sou convidado do show e eu trouxe meu amigo…

Justin: Justin Siegel, e estou tomando a cerveja do Jack.

Alison: Vocês têm vozes muito parecidas (risos), mas a do Jack tem um tom um pouco mais baixo.

Justin: A do Jack é mais baixa e tem uma rouquidão.

Jack: Gostei disso!

Justin: Faça sua voz de palco! Porque fica uns três oitavos mais aguda.

Jack: Oi, gente e aí? Nós somos All Time Low. Vai ser um ótimo show hoje.

Justin: (risos). É assim mesmo.

Jack: A voz de todo mundo muda no palco.

Alison: Isso é por causa da projeção?

Jack: Eu acho que é por causa da projeção e também porque você fica um pouco nervoso.

Justin: Também porque o Jack é muito fã de Blink 182 e ele tenta imitar Tom DeLonge.

Jack: Droga, não era para você falar isso. (risos)

Alison: Justin você participava da banda Stars in Stereo, quem mais estava na banda?

Justin: Stars In Stereo foi uma banda que se separou recentemente, eu sai depois de dois anos, Jordan McGraw estava, o filho do Dr. Phil. Podemos falar disso se quiser mas o Jack não quer…

Alison: Por quê?

Jack: Ele é um amigo meu e…

Justin: Na verdade ele não é mais meu amigo.

Alison: Isso parece interessante, quem mais estava na banda?

Justin: Becca Hollcraft, que é um sucesso no Japão, grande sucesso.

Alison: (risos). Isso é um clichê.

Jack e Justin: É verdade.

Justin: Ela é muito conhecida no Japão.

Alison: Como você fica famoso no Japão?

Justin: Você tem que ir para o Japão. (risos)

Jack: Eu estava falando sobre isso antes, os fãs japoneses amam artistas que são bonitos, e eles têm que ser bonitos. É uma coisa estranha para dizer, a cultura deles é voltada para a moda e aparência, e é uma coisa que acaba sendo sobre menos música e mais aparência, isso é muito bizarro para mim. Quer dizer, não é tão estranho porque o mundo todo é assim, mas isso é o que tem prioridade lá.

Justin: É verdade.

Alison: É interessante ver alguém descrever outra cultura de uma maneira diferente…

Jack: Mas não de uma maneira má… É difícil de explicar.

Alison: Eles preferem à estética.

Jack: É uma maneira melhor de se dizer.

Alison: Então a Becca é bonita?

Jack & Justin: Ela é uma garota bonita.

Jack: O que é engraçado é que dizem que tem essa banda que perguntou “se estamos trabalhando em todo lugar por que não estamos no Japão? ” E a cabeça da gravadora japonesa falou tipo “perdedores”. Eles falaram mesmo isso para eles. O quão insano é isso? Eu não sei, eu não digo isso nem para uma banda daqui.

Justin: História das Pussycat Dolls (risos). Minha primeira experiência em Los Angeles com gravação, foi com as Pussycat Dolls e a gravadora fez um discurso para as dezoito garotas…

Jack: Pussycat Dolls tinha dezoito garotas?

Justin: Dezoito garotas, porque antes era um grupo maior que tinha que se apresentar toda semana, e a gravadora deu um discurso para elas dizendo que elas tinham que ser alienígenas anoréxicas. Estou contando do jeito que falaram.

Jack: Que merda.

Alison: O que isso significa?

Jack: (risos) A sua cabeça tem que ser gigante e você tem que ser cinza. Você precisa ser cinza.

Alison: Olhos grandes, sem orelhas…

Justin: Pernas e braços gigantes.

Alison: Verde, você vai ficar verde com a anorexia.

Jack: Isso é loucura.

Alison: Então, essa banda que recebeu essas informações que você comentou, podemos deduzir que eles eram um pouco robustos?

Jack: É (risos) definitivamente não era Red Hot Chilli Peppers.

Alison: Então, Jack, quando você começou com a música?

Jack: Eu tinha onze anos, eu ganhei um conjunto de guitarra que vinha com um amplificador e tudo mais no natal, e, eu chorei, não era na cor que eu queria, eu queria uma preta e era azul. E eu fiquei tipo “mãe, você só tinha uma tarefa…”.

Justin: Ele ainda chora quando vê a guitarra.

Jack: Sim, então eu resolvi grudar um monte de adesivos para ver se ficava preta, mas eu sentava e ouvia Blink 182 e via partituras e aprendi assim. É um péssimo jeito de aprender a tocar.

Alison: Você fez aulas? Ou você aprendeu sozinho?

Jack: Eu fiz três semanas e aí começaram a falar de certas habilidades e destreza, e eu não quis, quando se tem onze/doze anos você só quer arrasar no palco.

Alison: Quando você começou a evoluir como músico você começou a perceber que talvez devesse tocar em algum lugar ou aprender mais sobre a teoria da música?

Jack: Quinze, dezesseis anos depois quando estava tocando em Wembley eu pensei: “merda eu devia ter visto aquilo de destreza”. Eu errei (risos) eu devia ter aprendido aquilo, eu desejei muito que eu tivesse ligado para esse tipo de coisa quando eu era mais novo, porque quando chegou a um ponto que a gente começou a atingir sucesso eu percebi que eu consegui esse sucesso sendo um péssimo guitarrista e está funcionando, então não tenho nenhuma motivação para melhorar, o que é uma coisa terrível de se dizer, mas nossos fãs sabem (risos) eles zoam de mim, mas está tudo bem. Eu fiquei muito melhor tocando, mas não tenho essa destreza. Eu me tornei melhor, mas eu não sei nada sobre a teoria da música, e eu queria saber, eu queria que eu tivesse ligado mais para esse tipo de coisa quando eu era mais novo.

Alison: Você nasceu no Líbano, mas você cresceu em Maryland, certo?

Jack: Isso, Baltimore.

Alison: Quando você se mudou para Baltimore?

Jack: Eu tinha três anos, dois ou três…

Alison: Qual a sua memória mais antiga?

Jack: Isso é bem louco, eu não me lembro disso na verdade, eu nasci em 88 e Berlim estava um bombeamento na Europa, e meu pai estava trabalhando em Maryland e mandando dinheiro para a minha mãe. Ele trabalhava com algo ilegal nos Estados Unidos, mas no Líbano era legalizado. (risos). Ele estava trabalhando e essa guerra começou e minha mãe viajou com meu irmão e minha irmã que são dez anos mais velhos do que eu, eu era um bebê, e a minha mãe, essa mulher incrivelmente poderosa, com um bebê e duas crianças passou por vários lugares para conseguir chegar em um aero deslizador, que era o que usavam para cruzar o Mediterrâneo…

Justin: Jack a gente não está no futuro. (risos)

Jack: Eu sei, eles eram aerobarcos, é basicamente barcos, que meio que flutuam sobre a água, é uma loucura.

Alison: Eu não sabia que isso existia.

Jack: Você deveria procurar no Google, eles não tão legais como você deve imaginar, eles parecem barcos com uma hélice gigante em cima. Então ela viajou para o porto mais próximo e aí pegou um avião para Londres e só depois disso encontrou meu pai em Baltimore. Foi uma loucura.

Alison: Quantos anos tinha a sua mãe na época?

Jack: Uns 30… 35, talvez, porque meus irmãos tinham 9/10, é uma loucura porque eles lembram, foi insano, e agora eu sinto que tive uma vida privilegiada. Eu nunca conto essa história, eu acho que contei uma vez, a gente não faz muitas entrevistas sérias.
Alison: Tem algo que eu digo quando alguém fala algo que nunca tenha dito antes, posso falar ou devo gritar? “PODCAST BONNER”. Então para você deve ter sido mais fácil porque você era muito novo, mas você já falou com seus irmãos se foi difícil se ajustar ao estilo de vida de Baltimore?

Jack: Eu imagino como deve ter sido, eles provavelmente estavam felizes, para ser honesto, assustados, mas prontos para terem uma vida normal. E eles estão muito bem agora, moram em Nova York com bons empregos, eles são pessoas boas.

Alison: Como foi a sua infância?

Jack: Eu cresci em um bairro que todo garoto sonha em morar. Tinham muitas crianças, e brincávamos toda a noite, foi a melhor, foi incrível, tive uma ótima infância. Os bairros de Baltimore são muito legais, não são ricos, mas são uma vizinhança normal. Parecia coisa de filme, foi legal.

(…)

Jack: A Califórnia foi algo que não era real para mim, não conhecia ninguém de lá, as únicas coisas que eu conhecia eram as coisas de filmes, e a primeira vez que estive aqui foi quando eu estava em turnê e era um mundo totalmente novo, eu me senti literalmente em um planeta diferente.

Alison: O que tinha que parecia tão extraterrestre?

Jack: Vai parecer estranho, mas é o jeito que as cidades são, tipo as estruturas, a arquitetura, os prédios, me lembrava na verdade daquelas casas do Mediterrâneo com os telhados vermelhos e tudo mais, e na costa Leste você nunca vai ver isso, pelo menos não em Baltimore, e foi muito estranho eu nunca tinha visto, as casas e as colinas me lembravam do Líbano. E me deixou louco.

Alison: Onde você mora agora?

Jack: Meio que em nenhum lugar, estou em Baltimore, e estou aqui o tempo todo, e nós fazemos turnês de dez meses no ano.

Alison: Você gosta de fazer turnê, você sempre gostou?

Jack: Eu sempre gostei. Nós fomos assinamos com a gravadora no ensino médio, minha mãe teve que assinar meu contrato porque eu era muito novo, eu tinha dezessete. Foi em fevereiro de 2006, no dia dos namorados, estava no último ano do colégio, me formei em junho. E depois disso fomos para estrada, turnê mundial. Sem banhos.

(…)

Alison: Então você tinha 11 anos, era um grande fã de Blink 182, aprendeu sozinho a tocar guitarra. Como você chegou disso até ser agenciado quando tinha 17 anos?

Jack: Começamos nossa banda com os mesmos integrantes, na nona série, três de nós na mesma escola, um de nós em outra, e todos os dias depois da escola nós ensaiávamos. Todos os dias. Nós fazíamos covers.

Alison: Vocês tinham uma garagem ou algo assim?

Jack: Sim, no segundo andar da casa do Alex tinha um quarto bem grande vazio.

Alison: E vocês todos tinham pais que apoiavam tudo isso?

Jack: Foi por isso que tudo isso deu certo, eles estavam lá o tempo todo, nos ensaios, levavam a gente para os shows, era muito legal. Se pelo menos um deles não tivesse lá, eu acho que não teria dado certo. Honestamente. Nós somos sortudos. Fazíamos shows e os nossos amigos iam e nós não éramos aquela banda que não era popular, tínhamos muitos amigos, todos nós, trazíamos centenas de pessoas para os shows, que eram nossos amigos, e essas centenas de pessoas se tornaram 700 pessoas na nossa cidade.

Alison: Enquanto vocês estavam no ensino médio?

Jack: Ainda no ensino médio! E todo mundo fica “nossa vocês devem ser super legais, populares nos corredores e etc.” Não, a gente não era nem um pouco legal, ninguém ligava, sério.

Alison: Por quê? Por que ninguém ligava?

Jack: Porque tinham algumas bandas na escola e todo mundo ficava “ok, é só mais uma… Eles são populares, e são bons, mas onde isso vai chegar? ”
Alison: As outras bandas do seu colégio são conhecidas?

Jack: Não, eles nunca ficaram conhecidos.

Alison: (risos). Se ferraram!

Jack: Sou amigo deles, um deles mora comigo em Baltimore.

Alison: Retiro o que disse.

Jack: Não, está tudo bem, tanto faz, ele é um bom amigo, (risos) ele é muito engraçado. É estranho, não sei porque nós conseguimos e eles não.

(…)

Jack: Eu conheci o nosso baterista, Rian, na primeira semana do ensino médio, ele estava sentado atrás de mim na aula, e tinham me falado que ele era o melhor baterista da escola, ele estava usando uma camiseta do Face to Face, e a primeira coisa que disse para ele quando me virei foi “você gosta do Face to Face? ” E ele estava tipo “sim, cara eu to usando a camiseta. ” E essa foi a primeira coisa que eu disse para ele. E agora ele é meu melhor amigo. Nona série, eu tinha 13 anos.

Alison: Quando você estava crescendo você teve que pensar o que queria ser quando fosse adulto, ou já estava bem claro a direção que queria seguir?

Jack: Nós sabíamos, era isso que a gente queria, nós sabíamos que íamos conseguir (risos) e as pessoas perguntávamos se achávamos que íamos conseguir e a gente dizia que sim, sabíamos que era isso que íamos fazer, éramos confiantes.

Alison: Isso é muito fascinante, eu sinto como se eu estivesse falando com… Não leve isso da maneira errada… com a versão musical de uma estrela mirim, vocês começaram muito cedo.

Jack: A verdade é que nós nunca tivemos aquele sucesso da noite para o dia, nós demoramos muito, foi muito devagar. Nunca tivemos um grande hit na rádio.

Justin: Mas essa é a diferença sabe, entre vocês e uma estrala mirim, vendo da minha perspectiva, a estrela mirim é aquela que é mudada em Hollywood, e vocês continuam aqueles 4 caras de Baltimore.

Alison: Mesmo se alguém aqui tenha saído com umas pessoas bem famosas…

Justin: Aqui vamos nós…

Jack: Do que você está falando? (risos)

Alison: Holly Madison, ela fez algo com as Pussycat Dolls não fez?

Justin: Ela esteve em um show com elas eu acho.

Jack: Mesmo?

Justin: Não sei com certeza, mas acho que ela estaria em um.

Jack: É, isso foi bem legal, eu tinha 21, foi incrível, ela tinha 31, foi uma época divertida, ela morava em Vegas, eu ia para lá e ficava que nem um rei em Las Vegas.

Alison: Como você a conheceu?

Jack: Nós estávamos em turnê com Good Charlotte, e o Benji estava saindo com ela, (risos) isso não é tão ruim como parece. Está parecendo ruim, mas não é. Eu estava assistindo ao show deles e ela estava do lado do palco e eu me apresentei, disse: “oi eu sou Jack, sou muito atraído por você”. (risos) Não, eu falei “oi, eu sou o Jack” e ela disse que Benji tinha falado muito de mim, porque Benji era o meu cara naquela turnê, e apesar de tudo ela é uma garota bem inteligente, não como a regra de garotas loiras diz. Eu me apresentei e os shows acabaram e eu estava na sua casa (Justin) e nós tínhamos ouvido uma história que se a gente tivesse um “black card” podíamos fazer o que quiséssemos.

Justin: A gente estava em um carro, fomos pegar o Alex, que estava bêbado em algum lugar. E estávamos dirigindo, e essa conversa começou, a do “black card. ”

Jack: Vimos no Google que com um “black card” poderíamos ter qualquer coisa que quiséssemos.

Justin: Tinha esse cara que pediu uma banheira cheia de queijo para ver se dava certo e deu. E era um domingo, umas três da tarde, e estávamos falando sobre isso, completamente bêbados, e fomos testar esse Amex, e pedimos um castelo inflável para fazer uma festa, e fizemos.

Jack: Tinham umas 30 pessoas na festa, eu postei uma foto no twitter, e a Holly me mandou uma dm, dizendo que eu parecia ser muito divertido, e perguntando onde eu tinha conseguido esse castelo, e eu mandei uma mensagem na hora para o Benji, dizendo que ela tinha vindo falar comigo e ele falou que eles terminaram uns meses antes porque não estava dando certo. E eu fiquei uma hora pirando, eu tinha 21.

Justin: Ele achava que ela só queria amizade, mas ela basicamente estava: “Jack quero dormir com você.”. É… realmente ela só queria amizade. (risos)

Jack: Eu era muito novo, eu nunca tinha falado com alguém tão famoso assim, nem com alguém mais velho, e falando nisso eu tinha uma mecha loira no cabelo e duas semanas antes eu decidi que iria pintar de castanho se eu quisesse conhecer mulheres mais velhas. Você se lembra dessa conversa?

Justin: Claro!

Jack: Eu queria sair com mulheres mais velhas, as garotas da minha idade só querem festa, não me levam a sério.

Alison: Você tinha 21 e estava falando sobre cobrir a mecha?

Jack: É, sou estranho. Então o Justin concordou comigo e duas semanas depois de eu ter pintado, funcionou. E nós começamos a sair e eu realmente achava que ela não queria se relacionar todo o tempo. E daí eu recebi uma mensagem dela dizendo que ela ia pra Disney no outro dia e me chamou. E eu fiquei tipo “o que?” Foi uma mensagem muito estranha.

Justin: Quando uma garota te chama para isso, ela totalmente quer dizer “me namore.”. Isso é verdade.

Jack: Ela disse: “você deveria vir e ponto”. Foi quando eu percebi, foi bem legal.

Alison: Foi aí que vocês começaram um relacionamento?

Jack: Foi! Eu fui pra Orlando na manhã seguinte, o que é ridículo.

Alison: Vocês saíram por 10 meses, mais ou menos?

Jack: É, por aí.

Alison: E o que aconteceu?

Jack: Ela terminou, ela queria um cara que estivesse sempre por perto, ela queria uma família, ela sempre quis, e isso não ia acontecer. Eu estava em turnê, tinha 21 anos, então não.

Alison: Você ficou chateado?

Jack: Fiquei, mas não foi um término ruim, foi tudo bem. Foi à última namorada que eu tive, falando nisso.

Alison: Sério?

Jack: Sim, tenho 27 (risos)

Alison: Eu achei que você tinha namorado Abigail Breslin.

Justin: Oooooouch.

Jack: Não, eu nunca namorei a Abbie.

Alison: Então qual é a história?

Jack: Nós somos só amigos, e a razão pela qual eu fiquei próximo dela é porque ela é uma ótima artista, ela compõe ótimas músicas, canta bem, e é a razão pela qual conectamos, eu não tenho muito em comum com a parte de atriz. Mas, a gente se tornou bons amigos, ela foi em um dos nossos shows, fui em alguns eventos com ela, tapetes vermelhos e etc. E as pessoas inventaram histórias.

Justin: Foi literalmente um dos casos que as pessoas inventam coisas.

Jack: Literalmente.

Justin: Eles viram uma foto de vocês e começaram a falar.

(…)

Jack: Minha bunda está suada. Muito suada. Isso é estranho?

Alison: É por que está quente aqui?

Jack: Eu fico muito nervoso.

Alison: Você ficou incomodado com as notícias que diziam que você estava saindo com a Abigail?

Jack: Não, esse tipo de coisa não me incomoda. A não ser que seja uma coisa muito ruim mesmo para eu ligar. Eu não ligo para isso, porque isso só aumenta o que eles querem dizer. Se não ligar, desaparece em uma semana. Coitada da Abbie, os fãs são muito protetores das bandas que amam, me sinto, acho que ela recebeu algumas merdas online.

Alison: Isso porque as pessoas querem que você fique solteiro?

Jack: É, talvez.

Alison: O que é interessante para mim é que com 21 você decidiu sair com mulheres mais velhas, por que isso?

Jack: Não faço ideia. Eu achei que era legal, não sei o que foi, foi quando fui para Los Angeles.

Los Angeles faz você crescer muito rápido, ou fingir que você adulto. Você vai para reuniões e encontros e te faz pensar sobre o que quer ser.

Alison: Onde você está agora? Você tem 27 e não teve nenhuma namorada por um tempo, mas você vai em encontros?

Jack: Sim, eu adoro sair com novas garotas e conhecer elas, é divertido.

Alison: E você tende a gostar de mulheres mais novas, mais velhas, ou todas elas?

Jack: Honestamente, agora, pessoas com idade próxima a minha. Eu me identifico com pessoas assim. Mas meu pai é 13 anos mais velho que a minha mãe e isso nunca foi estranho para mim. Parece estranho, mas acaba não sendo para mim.

Alison: Eu acho que idade é só um número, e quando duas pessoas conectam vai dar certo.

Jack: Sim, eu tenho 27 e pareço um garoto de 15. E sei que tem aquelas garotas de 15 que parecem ter 40. Isso não é para ser uma coisa assustadora, é mais uma coisa de mentalidade.

Alison: Tem algo que eu queria te perguntar desde antes. Você já mencionou que gosta de festas, muito. Para mim festa é o seu código para mais do que só beber.

Jack: Só significa ficar perto do bar e tomar shots e etc. Se divertir. Eu sei que parece estranho mais ninguém na nossa banda sequer experimentou algo tipo cocaína.

Alison: Vocês fazem muito piada sobre isso no podcast.

Jack: Fazemos, mas é loucura, eu tenho orgulho dos meus caras, quer dizer se tivesse alguém que teria usado provavelmente seria eu, porque eu sou o solteiro, que sai sempre e etc., mas nós nunca nos tornamos aquela banda que usa drogas, quer dizer todos nós já experimentamos maconha, claro, não é estranho dizer isso, mas nós nunca realmente fumamos maconha. O que é legal, é provavelmente uma das razões de ainda estarmos juntos.

(…)

Alison: Quando e como seu podcast começou?

Jack: Basicamente começou comigo e com o Alex, o que nos diferencia das outras bandas ao vivo é que fazemos piadas nos shows, zoamos a plateia, zoamos nós mesmos e nós decidimos estender isso em um podcast, e foi um jeito de dizer que as coisas estão mais impróprias do que as que dizemos no palco. Nós dizemos muita coisa estranhas nos shows, mas sabemos que tem muitos pais e recentemente surgiram fãs muito jovens. As vezes até vemos crianças de 10/11 anos, a maioria ainda é de garotas de 15 até uns 24 anos, garotos também, essa é a nossa base. Eu não sei se essas pessoas mais novas estão lá por causa de 5 Seconds of Summer, ou o que quer que seja. Mas, no Full Frontal podemos dizer o que quisermos, eu ainda falo muita merda no palco, mas é um outro jeito de se conectar com os fãs e dizer coisas estranhas.

Alison: Há quanto tempo estão fazendo isso?

Jack: Provavelmente um ano.

Alison: E isso envolve falar sobre notícias, e outras coisas?

Jack: Sim, o nosso cara da iluminação, Jeff, ele é muito bom, ele tinha um programa de rádio na faculdade e nos ajudou a fazer a coisa real, e, portanto, ele é o nosso produtor, e ele deu ideias de notícias estranhas de vários lugares diferentes e foi muito divertido. Eu não sei se alguém gosta, mas é divertido de fazer.

Alison: Vocês fazem muitos podcasts ao vivo, certo?

Jack: Nós começamos a fazer isso nessa turnê, e foi muito legal, é estranho porque fazíamos em dia de show, então tínhamos que fazer por volta das 11 da manhã. Mas para ser honesto eu gosto de pirar um pouco antes de fazer um podcast. Eu digo, beber, não festejar com cocaína (risos). Então nós bebíamos vários Blood Marys toda manhã (risos) e tínhamos que fazer um show nove e meia, então o dia era muito longo porque eu ficava um pouco bêbado ás 11 da manhã, mas o dia podia ser longo que continuava a ser muito divertido.

Alison: Vocês vão voltar a fazer em um estúdio? Pois vocês estavam fazendo no ônibus da turnê, certo?

Jack: Sim, nós tínhamos nossos computadores no ônibus, e nós fazíamos só enquanto estávamos em tour porque estavam todos juntos, fora da turnê Rian, que também é nosso engenheiro mora em outra cidade e cada um tem uma coisa diferente para fazer, então é mais fácil fazer quando estamos na turnê juntos.

Alison: E o álbum de vocês saiu em abril desse ano?

Jack: Isso, em abril. E foi nosso primeiro álbum que ficou em primeiro lugar. Tem aquele sentimento de que depois de 5 álbuns, você finalmente alcança um topo.

Alison: Você diz um topo, como…

Jack: Digo como o quão grande você pode se tornar, o quão grande a banda vai se tornar e nós nos sentimos como se tivéssemos alcançado um topo. Estávamos felizes. Nós temos ótimos fãs e nós estamos indo muito bem, então se pudermos fazer isso por mais 10 anos estamos ok. Nós lançamos esse álbum, independentemente da gravadora, e foi número 1 nos Estados Unidos e no Reino Unido, e nós não acreditávamos, pensamos que talvez até podemos fazer isso por ainda mais que 10 anos.

Alison: Vocês estão trabalhando em material novo?

Jack: Sim, e é para isso que vamos usar nossa pausa nós temos alguns meses de férias e vamos usá-los para isso.

Alison: Vamos fazer algumas perguntas que vieram do twitter.

Tt: “Se você tivesse que ficar preso em um programa de tv qual seria e por quê?”.

Jack: Definitivamente não na nova temporada de Fargo, porque todo mundo morre, alerta de spoilers.

Justin: Adventure Time.

Jack: Meu deus, é tão bom. É um dos meus programas favoritos. É sobre dois amigos que não fazem nada e exploram novas terras e ajudam pessoas, é demais.

Tt: “Se você pudesse comer só uma coisa para o resto da sua vida, o que seria?”.

Jack: Espaguete. É saudável, de verdade (risos) eu comi isso no café da manhã de ontem.

Tt: “Que cheiro tem a banda?”.

Jack: Vou ser honesto, três de nós cheiram muito bem, Rian usa Tom Ford, eu Uso Bvlgari, nós usamos coisas boas. Alex, até uns 22 anos usava bod. Você sabe o que é isso? Um spray corporal, ele é de plástico azul neon, ele vai me odiar por eu falar isso, mas usou isso até os 22 anos, ele pagava 7 dólares nisso. Era pior que axe, era o tipo de coisa que você usa na sétima série para ir ao baile. E ele usou por tanto tempo, e muitas garotas elogiavam o cheiro dele, o que é loucura. Talvez seja mentira, mas ele até que cheirava bem.

Tt: “Qual o seu cereal favorito?”.

Jack: Cookie crisp, super saudável.

Tt: “Tipo de guitarra favorito?”.

Jack: ESP, a que eu toco. Nesse ponto, eu poderia tocar outra, mas eu tenho essas duas guitarras customizadas em preto e roxo, porque eu amo os Ravens, e a ESP faz elas. São ótimas.

Tt: “Qual é a música que você mais sente orgulho de ter produzido?”.

Jack: Eu nunca produzi uma música, mas, a que tenho mais orgulho… Eu tenho que dizer, talvez, Weightless, essa música nos levou para um novo patamar e acho que todo mundo se conectou com ela.

Tt: “Jack tem mesmo um pênis pequeno?”.

Jack: Sim.

Tt: “Você ia preferir acordar com ressaca todos os dias por um ano ou nunca ser capaz de tirar suas calças por um ano?”.

Jack: Eu já passei pela primeira, então vou com essa.

Tt: “Qual é a primeira coisa que vem na sua cabeça quando escuta a palavra “molhada”?”.

Jack: Lencinhos umedecidos.

Tt: “O que você falaria para você de 16 anos?”.

Jack: Use camisinha. Sempre.

Justin: Continue usando uma.

Jack: É, isso.

Alison: Está sugerindo que passou por uma fase em que você não usava uma?

Jack: Não, (risos) não.

Tt: “Qual foi o rumor mais estranho que você já ouviu sobre você ou a banda?”.

Jack: Todo mês, tem um rumor do tipo: a banda está se separando e coisas do tipo. Eu sempre me pergunto como essas coisas começam, mas acho que é alguém que posta no twitter e espalha por aí.

Tt: “Qual é a banda mais recente que você mais pira?”.

Jack: Eu não vou dizer banda, mas Lana Del Rey, eu cheguei muito atrasado, descobri ela há 5 meses e eu curti muito rápido.

Tt: “Se você tivesse que substituir suas duas mãos por 2 animais, qual seriam?”.

Jack: BearCat (Barakat). Isso seria legal, mas que saber, não sou muito de gatos, então BearBear. Já imaginou isso?

Tt: “Você alertaria novas bandas para ficarem longe de algumas gravadoras por causa de suas experiências ruins?”.

Jack: Sabe, eu não faria isso, eu acho que foi mais por culpa nossa que não deu certo, nós não defendíamos as nossas ideias, não sabíamos o que estávamos fazendo, foram nossas más decisões.

Alison: Então todos sabem que vocês não estavam felizes na Interscope? Parece ser de conhecimento geral…

Jack: Sim, nós estávamos perdidos lá, foi estranho. Eu não quero dizer que quase separou a gente, mas meio que chegou ao ponto que achamos que tinha acabado, não acabado do tipo “não vamos mais em lugar nenhum depois disso”, tanto que gravamos um álbum imediatamente depois que saímos e voltamos com a Hopeless.

Alison: Teve alguma pressão para fazer sua música de um jeito específico?

Jack: Exatamente, eles queriam fazer com que a gente usasse um single que era muito certo que seria um hit, envolvia grandes produtores e escritores famosos.

Alison: Você pode dizer quem eram?

Jack: Não, não quero dizer os produtores, mas tínhamos bons escritores, grandes escritores. Nós na verdade gostávamos de trabalhar com eles e a música era até legal, mas era uma música que não era “a gente”.

Alison: Que música era?

Jack: I Feel Like Dancing. Foi uma experiência ótima, ela era boa, mas não era uma música do All Time Low. E isso reflete no álbum inteiro, pensamos que se essa for a primeira música que todo mundo vai ouvir, eles vão pensar que o álbum não vai ser tão bom, o que não era bem assim, só tínhamos começado com a música errada. Foi bem estranho. Não foi necessariamente culpa da Interscope, foram as pessoas que estavam com a gente, as decisões que fizemos, mas nós éramos novos e fazíamos tudo o que as pessoas falavam para fazermos.

Alison: Agora temos algumas frases aqui de coisas que as pessoas fazem e pensam “será que sou só eu, ou todo mundo?” A primeira é sobre bundas. Acho que você vai gostar. Então, me disseram: “minha bunda dói mais usando uma bicicleta de academia do que uma na rua.”

Jack: Eu não ando em uma bicicleta há uns 10 anos.

Alison: Dizem que você nunca esquece, mas você esquece.

Jack: Verdade!

Justin: Se está doendo ela deve estar sentando errado!

Jack: Compre um acento em gel!

Alison: Liz disse: “amo escrever cartas de fã” nós somos muito famosos para se relacionar com isso. (risos)

Jack: Eu amo ler cartas de fãs! (Risos)

Alison: Kathy disse: “eu quero desativar meu facebook, mas tenho medo de perder os aniversários dos amigos que me desejaram feliz aniversário.”.

Jack: Eu deletei o meu faz uns 8 anos. Eu não gostava de como eu não conseguia controlar o que as pessoas me marcavam, e o que as pessoas viam, enquanto twitter e Instagram só aparece o que você coloca lá, então eu fiquei meio paranoico e deletei.

Alison: Você sente falta?

Jack: Honestamente, eu queria usar aplicativos de encontros, e todos eles você precisa ter um facebook, então sinto falta disso. Mas fora isso, se alguém quer falar comigo e eles não sabem meus dados, eu provavelmente não ia querer…

Alison: Você gosta de encontros pela internet?

Jack: Eu não posso, eu não tenho facebook, então não posso fazer essas coisas. Mas eu faria, estaria aberto a isso.

Alison: Estou pensando como seria se alguém famoso como você usasse esses encontros online… Seria estranho.

Jack: Não sou famoso. Seria legal. (Risos)

Alison: Sean diz: “não é estranho como o pelo cresce na sua pele?”.

Jack: Isso é estranho! O que é mais estranho puxar o pelo e ver, odeio isso. Eu sou libanês e fui coberto de pelos desde bebê, então é ainda pior.

Alison: Wendy disse: “me levou cinco meses de inverno para sentir falta do verão, e quatro minutos de calor para sentir falta do frio.”.

Jack: Eu não gosto dos extremos dos dois.

Justin: Qual você prefere? Estar morrendo de calor ou de frio?

Jack: Provavelmente frio, eu acho.

Alison: Jonathan disse: “minha multivitamina deixa meu xixi com uma cor estranha, é só eu ou todo mundo?”.

Jack: Você pode estar com sífilis. Beba mais água cara, eu acho, não sou médico.

Alison: Bruce disse: “os chuveiros de inverno da marinha me fazem reconsiderar gastar água.”.

Jack: Eu posso falar disso porque no ônibus da turnê temos esses chuveiros que chamamos de chuveiro de navio, e como temos pouca água no ônibus, você tem que ligar a água, desligar, ligar de novo, e tem 12 de nós, então isso gasta muito, é uma droga. A maioria dos lugares que tocamos tem chuveiros, então não importa muito. Nós temos tocado em muitas arenas de hockey e todos os chuveiros são tipo chuveiros de gangues, chamamos assim (risos). E eles são maravilhosos porque a pressão é muito boa, acho que atletas precisam disso, eu não sei. E tem um monte de caras pelados com você, é divertido.

Alison: Brent disse: “eu não sei se meus exercícios estão funcionando, ou se meu peso extra está esticando minhas roupas e por isso elas estão mais largas.”.

Jack: Ás vezes, mas sabe toda vez que eu sento eu reajusto meu cinto. Alguém mais faz isso? É estranho? Toda vez que eu sento eu mudo.

Alison: Mas você é magro, o que acontece quando você senta?

Jack: Eu não sei.

Justin: É porque ele usa as calças femininas da Hot Topic.

Alison: Muitas pessoas escrevendo querendo saber das suas tatuagens, e como não perguntei sobre isso, eu queria saber mais sobre elas.

Jack: Eu tenho apenas 3, uma é do Jack Skellington tocando a minha guitarra, e não tem significado para isso, eu gosto do filme, adoro o personagem e achei que ficaria legal. Tenho também o coelho do Blink 182, dois de nós temos e foi por causa disso que conhecemos o Mark Hoppus, que foi a razão pela qual comecei a tocar música. E eu tenho um de nossos logos antigos, a caveira.

Alison: Então foi como conheceu ele?

Jack: Isso, Rian, fez a tatuagem do Blink e nós postamos em algum lugar, e ele viu. Nós tínhamos 19 anos e piramos por ele ter visto e por ele saber que nós éramos. E agora somos amigos, escrevemos música juntos e é incrível.

Tradução e Adaptação por: Equipe All Time Low Midia.

Rian Dawson fala sobre o novo trabalho de produtor para a Alternative Press

À noite, você encontrará Rian Dawson mantendo o ritmo da All Time Low com sua bateria hermética. Mas antes das luzes se apagarem, o músico de 27 anos está provavelmente escondido nos bastidores, ele está trabalhando em um projeto. Nos bastidores da Back To The Future Hearts Tour em St. Louis, Rian conversou com a AP sobre sua nova carreira emergente por trás das cenas.

Nos últimos anos, Rian se tornou um produtor musical, um produtor com uma disposição e tempo, sempre curioso e que grava bateria com John Feldmann (5 Seconds Of Summer, Good Charlotte) e vencedor do Grammy, Chris Lord-Alge (Green Day, Smashing Pumpkins). Ele assinou recentemente o seu primeiro contrato de gestão com o Self Titled Management- que possui carreiras de outros produtores como Casey Bates, Rob Freeman, Brandon Paddock e Ace Enders – e está ansioso para preencher o tempo de inatividade em turnê com produção e mixagem de projetos.

Evan: ‘Qual foi o momento que você pensou: “Ah, eu posso fazer isso!”?’

Rian: Nunca tive esse pensamento… Foi um momento meio que: “Como eles fazem isso?”. Foi quando terminamos Put Up Or Shut Up. Naquela época, eram pandeiros ou agitadores, ou coisas assim. Tivemos que pegar os caras que misturavam isso, Zack (Odom) e Ken (Monte), para me enviar as faixas. Lembro-me de fazer todas essas perguntas: “Como é que você faz isso?”. Eu não tenho ideia de como isso começou. Eu só sei que me interessei como isso se encaixava.

Evan: Vocês eram muito jovens naquela época.

Rian: Aquela época era apenas um interesse juvenil. Eu não sabia o que o Pro Tools era, não sabíamos nada disso. Mas como os anos mudam, eu tive que descobrir o que eu gostava nos meus albuns preferidos. Eu ouvia Enema Of The State e o som da bateria e eu amei o estilo de Jerry Finn. Então, Take Off Your Pants And Jacket saiu, e eu pensei, “Jesus, como eles fazem isso?”. Eu realmente mergulhei nisso e tentei descobrir por mim mesmo o que eu realmente gostava sobre aquele som.

Eventualmente, eu comecei a aprender a mexer com Pro Tools sozinho. Eu peguei uma música que já estava mixada e fui descobrindo o que o EQ fazia, o que era aquilo, etc… Isso realmente se tornou maior quando estávamos gravando o Future Hearts, e eu queria mixar algumas músicas por diversão. Nós íamos gravar uma música chamada ‘Kids In The Dark’, na verdade, ela não ia pro CD. Nós achávamos que ela não tinha aquela energia que queríamos então nós íamos fazer um B-Side. Eu mixei a música – não estava mixada, mas não era um demo; Ela era crua e não tinha muita coisa nela – O Alex e nosso gerente, Keith, ouviram a minha mixagem e decidiram que ela iria ser gravada para o cd. Ela acabou sendo mixada por Chris Lord-Alge, por isso não é meu mix, mas foi uma sensação muito boa.

Future Hearts é o primeiro álbum que eu fui listado como um produtor adicional em canções. Os que eu mixei originalmente – “Kids In The Dark”, “Dancing With A Wolf” eram aquelas que não tínhamos certeza que iam para o cd. Quando você está no estúdio com a banda, John Feldmann e seus companheiros, você não conta todas as suas ideias. Nada contra John, ele é muito aberto à receber opiniões e o Alex também, até mais do que eu. Mas você ainda fica meio receoso. Eu ainda fico nervoso quando estou perto do John Feldmann; ele fez alguns dos meus discos favoritos e é um compositor incrível. Eu sabia que essas músicas não eram necessariamente as que iriam estar no disco. Eu tenho a sorte de ter a capacidade de colocar as ideais nas músicas. Enviei essas músicas para Alex, e decidimos que estávamos indo grava-las. Quando elas foram para Chris Lord-Alge para mixar, você sempre envia uma referência, e a referência era o meu mix. Quando ele ouvir, ele disse: “Ei, há algumas coisas nas referencias que eu não conheço.” E eu disse: “Sim, essa mixagens são minhas.” E agora isso está na minha lápide! (risos)

Evan: E isso foi sendo construído a partir daí?

Rian: Eu continuei fazendo. Eu amo trabalhar. Quando estou em casa, eu posso tocar bateria, mas eu não vou tocar bateria durante todo o dia. Eu comecei a construir um estúdio há cerca de dois ou três anos atrás, e eu estou sempre nele. Eu ajudo a minha namorada [Cassadee Pope], então eu decidi abri-lo para outras bandas para tomar uma direção no que elas fazem. Eu disse abertamente: “Se você acha que pode pagar por alguém melhor, arranje alguém melhor”. Eu cobro o que acho justo, sabe?. Eu não levo o meu nome em conta ou qualquer coisa assim. Eu sei que é um benefício; Seguidores no Twitter por si só, é um benefício [Risos.] Eu me certifico de que eles sabem o meu som e, que eu adoro um grande pop-punk, e que é uma produção energética. Tem sido muito divertido, cara. Ele ocupa uma tonelada de tempo livre em turnê também. O quarto que eu fico é apelidado de “Quarto de Pro Tools”, assim posso mixar de manhã até a hora que o nosso meet and greet começa.

Evan: Você tem um monte de projetos em andamento, então?

Rian: Sim, agora eu estou produzindo uma banda chamada Everyday Anthem. Eles me deram uma chance, e eu vi uma oportunidade sobre eles. Eles não toneladas de músicas no momento, mas eles fizeram cover de “Something’s Gotta Give” acústica, que um monte de bandas não fazem. Eu ouvi e pensei: “Droga, esses caras são bons.”. Eles me mandaram algumas músicas e foi realmente difícil, mas eu tive sorte o suficiente para que a composição estivesse lá. Neste ponto, eu tenho certeza que muitos dos projetos que estou fazendo irão precisar de muito de trabalho. Mas eu estou terminando um EP deles agora, e eu estou realmente feliz sobre isso.

Evan: Você está mudando para Nashville, em um futuro próximo, o que provavelmente irá abrir muitas portas.

Rian: Felizmente, me mudar para Nashville me permite prosseguir isto como uma carreira, porque os caras em Nashville… Eu sinto que eu poderia trabalhar em produção nos próximos 50 anos e não chegar perto do que eles podem fazer. É o melhor deles. Estou sempre ansioso para aprender. Eu tenho sorte de ter o nosso cara do som, Phil [Gornell], que dirige um estúdio em Sheffield, Inglaterra, chamado Steel City Studio. Ele é um engenheiro de mix fenomenal, então ele tem sido uma grande ajuda. Eu não tenho nenhuma pretensão sobre o quão bom eu sou; Eu sei que tenho muito que aprender. É emocionante estar próximo de pessoas que estão dispostas a ensinar. Parece que este mundo de engenheiros e produtores querem ajudar uns aos outros. No final do dia, é competitivo, mas você está sempre compartilhando segredos. É como um clube secreto de mágicos que só compartilham uns com os outros. Eu tenho sorte de ter tido conversas com Chris Lord-Alge, Neal Avron, John Feldmann. Eu tenho uma grande vantagem nesse aspecto.

Evan: Como baterista, como você consegue evitar manter as partes da bateria longe das partes de mixagem?

Rian: (Risos). É definitivamente difícil, cara. Geralmente, a primeira nota mixada que eu faço é: “Isso é incrível, mas talvez precise transformar os tambores para 3db”. (Risos) É muito verdadeiro. Tenho bastante sorte nesse aspecto, mas em “Bottle And A Beat,” que é uma música que eu faço um mix na edição deluxe de Future Hearts, eu sabia que eu estava indo para mixá-la desde o início. O Alex ia na minha casa para fazer revisões dos mixes, ao invés de me enviar e-mails. A primeira coisa que Alex dizia era: “Desculpe cara, mas a bateria tem que abaixar um pouco.”. Ele disse para baixo de 5dB, nós concordamos em 3dB. A primeira coisa que pensei quando eu escutei a música era: “Uau, os tambores são muito foda!”. (Risos). Ele ainda me diz que ele mal consegue ouvi-la porque os tambores são muito altos.

Mas isso me fez perceber que o público não quer só ouvir tambores o tempo todo. Mesmo a maneira que eu toco, você quase não ouve os tambores até a hora que eles param. Um monte de gente diz que eu não estou batendo o pontapé, etc..Eu aprendi a mixar assim: Arrume as partes onde a bateria deve ser mostrada, e nas outras vezes, as tire. Mas para todos os cuidados, eu tiro guitarras e baixo! [Risos.]

Evan: Qual é a maior diferença entre a produção e mixagem?

Rian: O trabalho de produção é muito mais criativo. Eu vejo mistura como álgebra: Não há uma solução e um caminho para chegar lá. As peças estão todas lá para você. Com a produção, você está criando essas peças, e isso é algo que eu realmente nunca fui muito bom. Eu vou dizer abertamente que não sou o baterista mais criativo ou compositor e isso é bom, porque eu tenho o Alex, que não é nada, mas criativo. Com a produção, é uma coisa assustadora, mas é muito mais fácil, porque posso sentar durante oito horas sem que ninguém pare sobre meu ombro. Eu sou muito novo para o aspecto de produção, mas tudo é um passo na direção certa para mim.

Matéria Original: clique aqui || Tradução e Adaptação por: All Time Low Midia.

Fotos & Vídeos: Jack Barakat na Emo Night em Los Angeles

Ontem a noite (02.12), Jack junto com Mark Hoppus, Mikey Way e outros amigos celebraram o aniversário de um ano da Emo Night em um clube em Los Angeles. Confira as fotos abaixo!

Martian Martian Martian warmup

Uma foto publicada por Mikey Way (@mikeyway) em

@jackalltimelow x @mikeyway ? #1YearOfTears #EmoNightLA

Uma foto publicada por Taking Back Tuesday (@emonightla) em

#emonight #blink #dashboard #mychem

Uma foto publicada por Dashboard Confessional (@dashboardconfessional) em

@jackalltimelow and @markhoppus before they hit the stage tonight at @emonightla for the 1 year anniversary! #alltimelow #blink182 #emonight #grizzleemartin

Uma foto publicada por Chris Lee (Grizzlee) Martin (@grizzleemartin) em

Mikey inclusive gravou um Periscope do Jack tocando e você pode conferir logo abaixo.

#WEAREGAVI: Tributo para Jason Gaviati

Ontem a noite (30), o Alex, Rian e a Cass estavam no Troubator, em Santa Monica com alguns amigos para um tributo para o Jason Gaviati, que faleceu na noite do dia 21 de Novembro.

tumblr_inline_nyol1lPOec1tboiuq_500

Nesse momento e para todo sempre, iremos lembrar de Jason Gaviati, aquele que tocou tantas vidas com seu calor, sua bondade e com sua alegria. Ele nos ensinou como viver com amor, como permanecer firme e forte e encontrar felicidade em todas as coisas. Sua família, seus amigos e seus entes queridos sentem muito sua falta, mas vamos ser sempre abençoados por ter a oportunidade de conhecê-lo. Gavi está sorrindo junto com nós, e o mundo está sorrindo de volta.

No tributo, eles tocaram uma música do Billy Joel, Piano Man e você pode ver o vídeo logo abaixo:

@imgavi #wearegavi

Um vídeo publicado por Troubadour (@thetroubadour) em

#WEAREGAVI: Confira a tradução da carta aberta que a banda postou em sua página no Facebook

Como muitos de vocês sabem, Jason Gaviati, amigo dos meninos, faleceu na noite passada, o quê pegou toda banda e crew de surpresa. Por isso a banda usou a sua página no Facebook para escrever uma carta aos fãs e a tradução vocês podem ler abaixo.

Oi gente,

Como muitos de vocês já sabem, ontem a noite um dos nossos melhores amigos, Jason Gaviati, faleceu após batalhar contra Linfoma pelos últimos meses. Foi inesperado e afetou muito a todos nós. Gavi morou com Rian por muitos anos, e era meu colega de quarto em Los Angeles no ano passado. Em uma quantidade relativamente pequena de tempo ele se tornou familiar a todos nós, porque esse era o tipo de pessoa que ele era. Jason era uma das pessoas mais brilhante, doce, mais positiva que já conhecemos, e sua morte nos deixou completamente perplexos e emocionalmente esgotados. O show de ontem a noite em Philly foi extremamente difícil para nós terminarmos, mas sentimos que seria um desserviço com vocês para não ir lá e tocar, (É também o que Gavi iria quer que fizéssemos.)

Eu quero expressar minha mais profunda gratidão a todos vocês que podem ter estado lá por entender porque precisamos começar com atraso, e por nos ajudar a passar o que eu chamaria de o show mais difícil que já tivemos que tocar.
Com isso em mente, nós decidimos finalizar essa turnê sem cancelar os shows restantes, mas no estado que estamos agora, não sentimos que estamos confortáveis em lidar com qualquer coisa extra que marcamos nos shows.

Lamentavelmente, nós estamos cancelando os Hustlers meet and greets restantes (antes e depois dos shows), assim como a gravação ao vivo do Full Frontal amanhã no Gotham em NYC. Já estamos trabalhando em reagendar a gravação, mas estaremos oferecendo reembolsos também. Pedimos desculpas por tudo isso, mas agora é o que precisamos fazer para lidar com uma perda muito dura de um dos nossos irmãos.

Muito obrigado a vocês por entenderem, e por todas as suas amáveis palavras e orações. Por favor, continuem a manter Gavi e sua família em seus pensamentos.
https://www.gofundme.com/2nv6ujw4

Com muito amor,
Alex, Rian, Jack e Zack

Em nome de toda equipe do All Time Low Mídia, desejamos toda a força do mundo para a família, amigos e fãs do Gavi neste momento.

 

Página 40 de 48« Primeira...102030...3839404142...Última »