All Time Low se reuniu recentemente com a revista Rolling Stone para conversarem um pouco sobre sua carreira de mais de 10 anos e sobre os seus novos passos.

“É um pouco louco o quão adulto nos tornamos.” Jack reflete.

Os quatro integrantes da banda começaram em Maryland, e agora dividem-se por Havaí, Los Angeles e Baltimore. E mesmo alcançando a casa dos 30 anos, e começando a construir suas famílias, os meninos transmitem sua maturidade no trabalho da banda.

“Você é forçado, com pouca idade, a passar por situações, que pessoas da sua idade não passam,” Alex explica,”Então, por esse lado, faz você amadurecer, algumas vezes antes de você estar pronto. Ao mesmo tempo, conforme você vai crescendo, existe menos expectativa de que você haja de maneira madura. Então você fica preso em um dilema entre  crescer e não ter as mesmas responsabilidades que as pessoas que não vivem na estrada tem.”

Esse amadurecimento do All Time Low vem com algumas vantagens: Eles podem lançar seu álbum mais sério até agora, e mesmo assim aproveitar cada segundo de seu lançamento com a antecipação.

Quando o quesito é vendas, números não são tudo para a banda. Mas, para constar, seu álbum anterior – ‘Future Hearts’ (2015)- estreiou em segundo lugar nas paradas, e ‘Last Young Renegade’ fez a quinta estreia no top 10 da banda, uma grande conquista para qualquer artista.

“Esse negócio das paradas é legal, mas não colocamos todo o pensamento nisso,” Afirma Rian, “Nós ligamos mais para a divulgação da nossa carreira, então ficar pensando se em um dia subimos ou descemos seria meio bobo para nós.”

“Mas eu ainda penso nisso todo dia.” Brinca Jack.

“Nós não seremos aquelas pessoas no Oscar que falam ‘Ah, não ligamos para o prêmio'”Completa Rian.

“Toma aqui um Oscar!” Brinca Alex.

“Um Oscar…Podemos?” Pergunta Jack.

Para o ‘Last Young Renegade’ , All Time Low fala da sua visão da vida adulta. Saindo novamente da Hopeless, eles se juntaram a grande gravadora Fueled by Ramen, que possui grandes nomes como Paramore e Panic! At the Disco. Um pouco mais obscuro do que último álbum, o novo disco do quarteto soa como um dos sistemas mais curativos deles até agora. A voz e a composição de Gaskarth estão mais afiados do que nunca, e as músicas fluem com grandes refrões pops.  Seu grande desenvolvimento é uma produção vinda de anos de turnês e uma agenda super apertada, com a banda lançando diversos álbuns desde 2005.

“Nós meio que sabemos o estamos fazendo agora.” O cantor ri. “Seria injusto conosco e seria injusto com os nossos fãs não  tentar coisas novas e fazer coisas que as pessoas não esperariam que fizéssemos.” Gaskarth continua. “Ás vezes o caminho mais fácil é ficar repetindo o padrão.”

Para o clima de ‘Last Young Renegade’, a banda focou em seguir em frente: em vez de voltar para a atmosfera juvenil e cheia de festa como alguns álbuns anteriores, o quarteto refletiu sobre suas vidas e carreiras e o caminho que os trouxe até esse ponto. O conceito de nostalgia caiu em peso sobre a banda enquanto trabalhavam no novo material. Alex, cavou ainda mais fundo, trazendo memórias da infância, como assistir Os Caça-Fantasmas, como um dos exemplos de sua vida que ele usou como inspiração.

“Muito do disco veio do sentimento antigo da minha infância, achei que seria um jeito legal de apresentar essa emoção musicalmente, então o que acabamos fazendo, foi voltar atrás e achar esses sentimentos e pegadas que cavamos do nosso passado.”

Todos os membros da banda sabiam que os fãs ficariam chocados quando ouvissem os novos singles, como ‘Dirty Laundry’. All Time Low veio de uma época em que as redes sociais estavam emergindo, então se adaptaram fácil nas maneiras em que os artistas interagem com os fãs do que outros artistas que não foram necessariamente criados na internet. Então, quando a música foi lançada, eles ficaram de olho nas reações online.

“Eu lembro de ler um comentário que era tipo ‘Ah, eu não sei se gostei da música mas o refrão é bom.'” Alex comenta. “Na minha cabeça eu pensei ‘Isso soa familiar, quando cresce e fica alto, isso lembra o All Time Low de 10 anos atrás, isso era o seguro.”

“Eu acho que a coisa mais importante quando falamos no ‘Last Young Renegade’ é que queríamos apresentar algo fresco Eu não quero que essa banda pare, e acho que se fossemos pelo caminho seguro e fizéssemos um álbum igual ao outro iriamos nos esgotar. É muito importante ter esses momentos em que você pega a fã-base e dá uma misturada.”

A banda então participa de uma brincadeira e começam a criar um personagem de um filme, o personagem chamado Johnny, está caminhando pelo corredor da escola no filme, então tudo congele e Barakat diz em sua melhor imitação de voz de narrador: “E Johnny nunca mais foi visto…”

Matéria original: Rolling Stone | Tradução e Adaptação: All Time Low Mídia